A reprodução do peixe Betta (Betta Splendens – Peixe de briga)

O primeiro passo a dar para se obter sucesso na reprodução do Betta é o preparo do aquário onde ocorrerá o cruzamento.

Qual o melhor tamanho de um aquario? Betas podem ser cruzados até em pequenos aquários de 30 x 30 x 20 cm, com capacidade de 12 litros, mas depois de nascidos, a manutenção dos alevinos irá se tornar em pouco tempo um problema pela poluição da água. Alimentar alevinos na quantidade exata de comida é muito difícil e o excesso dado irá poluir o aquário. Se sua capacidade é pequena e não podemos usar filtragem, em poucos dias a água torna-se perigosa para os alevinos e sua transferência para outro aquário também seria danosa. Assim sendo, é preferível trabalhar com aquários de 50 x 30 x 30 cm, com capacidade de 45 litros, que pode suportar a ninhada por 30 a 60 dias, quando já poderemos subdividi-la sem riscos, passando-a para dois ou mais aquários conforme o número de filhotes obtidos no cruzamento.

O aquário onde faremos o cruzamento deve ser bem limpo e posto para secar no sol por uma hora, procurando-se com isso uma boa higiene inicial. A seguir é cheio com uma altura de 20 cm de água de pH neutro (7.0), e deverá ser a adicionado um fungicida comercial de boa qualidade, na proporção de uma gota para cada 10 litros de água, como preventivo a fim de proteger a desova de fungos, o que pode ocorrer se não for tomado esse cuidado.

Usamos espalhar pela superfície do aquário uma boa quantidade de samambaias d’água, que servirão tanto para apoio do ninho, quanto para proteger a fêmea de machos mais agressivos, no período da corte, quando ela ainda não está pre disposta ao cruzamento.

Um vidro de boca larga, ou um pequeno aquário usado para guardar os machos, é colocado, cheio da mesma água do aquário, em seu centro, o qual irá receber a fêmea selecionada para o cruzamento.

Alguns criadores costumam colocar dentro do aquário, em um de seus cantos, uma pedra de bom tamanho, sem arestas, para servir de refúgio à fêmea, antes e depois do cruzamento.

Terminado este preparo inicial, baixamos o nível da água para 15 cm, o que nos dará oportunidade de fazer uma limpeza final no aquário, deixando-o isento de pedaços de raízes ou outros materiais trazidos pelas plantas. Este nível de 15 cm é denominado “nível de cruzamento”, e visa dar espaço aquático para as manobras do macho e da fêmea no momento do cruzamento.

Deixamos este aquário preparado descansar por 48 a 72 horas, enquanto selecionamos os reprodutores e os condicionamos à reprodução com a intensificação da alimentação, composta de muitos alimentos vivos.

Após este prazo, é chegado o momento de introduzirmos o macho e a fêmea no aquário. Coloca-se a fêmea dentro do pequeno recipiente no centro do aquário, deixando o macho solto dentro do aquário, sendo ambos colocados no mesmo instante em seu local de espera.

Assim que o macho construir o ninho, o que geralmente ocorre, com machos saudáveis e bem alimentados, com a água em torno de 27º C, cerca de 1 ou 2 horas após serem introduzidos macho e fêmea no aquário de reprodução, soltaremos a fêmea, que imediatamente procurará abrigo em algum dos cantos do aquário.

Imediatamente o macho irá iniciar o seu ritual de cortejamento da fêmea, abrindo as nadadeiras e nadando ao redor da fêmea, a fim de obrigá-la a se aproximar do ninho. O ninho construído pelo macho é constituído de borbulhas que ele faz com ar apanhado na superfície revestidas com um muco que evita que as bolhas estourem e faz com que elas fiquem unidas, formando um grande ninho para receber a desova.

O tempo entre o início da corte e o primeiro abraço poderá ser menor ou maior em função da compatibilidade entre o macho e a fêmea. Para diminuir este problema, é aconselhável deixar o casal que será utilizado na reprodução frente a frente, em aquários separados, por cerca de 10 a 15 dias antes da reprodução.

Se o cruzamento não ocorrer em até 72 horas, fica entendido que não há compatibilidade entre o macho e a fêmea escolhidos, ou a fêmea não está pronta para a desova. Neste caso, a fêmea deve ser retirada do aquário e todo o processo descrito deverá ser reiniciado.

Se tudo der certo, se iniciará o processo de postura dos ovos. O macho nada de encontro à fêmea e, diante dela, a circunda com movimentos produzidos por suas nadadeiras ventrais. A fêmea que, ao aceitar o macho, já assumiu a coloração de cruzamento (aparecem barras laterais espalhadas pelo corpo), coloca-se em posição inclinada com a cabeça abaixada, como se fosse uma posição de submissão ao macho.

Neste ponto do cruzamento, a respiração do macho se torna um pouco diferente do normal, e ele irá com mais frequência à superfície para buscar ar. Isso ocorre para que as glândulas salivares sejam ativadas, permitindo que ele produza uma maior quantidade de muco que será usado para proteger as borbulhas.

O macho aproxima-se da fêmea e a golpeia fortemente próximo a abertura urogenital, onde se situam os ovários. Os golpes produzem uma ação sobre os óvulos, aumentando sua pressão interna, o que facilitará sua saída. Após alguns golpes e tendo a fêmea mantido sua posição inclinada com a cabeça para baixo, o macho tentará traí-la para debaixo do ninho, nadando vagarosamente.

Quando a fêmea se posiciona debaixo do ninho, o macho se aproxima para o primeiro abraço. Com o corpo dobrado em forma de “U”, tendo a nadadeira caudal para baixo, ele abraça a fêmea rodeando-a fortemente. Neste momento, as cavidades urogenitais de amos estão próximas e assim que a fêmea solte os óvulos, o esperma do macho irá fecundá-los. A fêmea também arqueia o seu corpo e abraça o macho, formando um par de “U” que, no momento do abraço e alguns segundos depois, apresentam uma rigidez física, que só se desfaz após a separação dos reprodutores.

Pode acontecer de algumas vezes o macho não abraçar a fêmea no local correto. Isso ocorre geralmente com machos novos em seu primeiro cruzamento.

Quando o aperto exerce a pressão adequada, começam a sair os ovos, os quais afundarão (cerca de 20 a 50 óvulos por abraço), espalhando-se pelo fundo do aquário, próximos ao ninho.

Como não colocamos nada no fundo do aquário, os óvulos irão cair diretamente sobre o vidro do fundo do aquário e serão facilmente visualizados, visto que são de cor branca leitosa.

Ao terminar o abraço, por alguns segundos o macho e a fêmea permanecem entorpecidos, afundando lentamente, sendo que o macho recupera-se primeiro que a fêmea e, imediatamente mergulha na busca dos ovos, recolhendo-os com a boca, envolvendo-os em borbulhas de muco e colocando-os cuidadosamente no ninho. Quase sempre a fêmea ajuda o macho na coleta dos ovos, mas a forma de depositá-los no ninho é diferente. Enquanto o macho mergulha a cabeça no ninho, a fêmea aproxima-se dele e cospe os ovos na direção do ninho.

O trabalho de acasalar, expelir os óvulos, fertilizá-los e colocá-los no ninho poderá levar algumas horas e, ao ser término, os ovos estarão formando um bolo no centro do ninho, podendo ser entre 100 e 400 ovos, dependendo do tamanho e da idade da fêmea.

Ao observarmos que terminou o cruzamento, isto é caracterizado pelo afastamento da fêmea para um dos cantos do aquário e a não permissão do macho de que ela se aproxime do ninho, o criador deverá ter alguns cuidados. O primeiro será retirar a fêmea do aquário, passando-a para um vidro de boca larga, onde exista água descansada com três gotas de anti fungos. Isto irá ajudar a proteger contra infecções que possam ocorrer, caso o macho a tenha machucado. A fêmea permanecerá neste recipiente por 72 horas, sendo bem alimentada e após este período poderá retornar ao seu aquário de origem.

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Quanto pode custar um aquário? Custos de montagem e manutenção.

O custo de um aquário pode ser dividido em duas etapas: capital inicial para instalação e despesas futuras para a sua manutenção correta. Em termos de capital inicial, a diferença entre um aquário tropical e um aquário de água fria está na compra de equipamentos de aquecimento para o primeiro. Já o aquário marinho tropical custará muito mais, pois os peixes marinhos são bem mais caros do que os de água doce.

Entre as espécies de água doce, sejam elas tropicais ou de água fria, não há grande diferença de preço. Quanto às espécies marinhas, três fatores concorrem para elevar o seu preço: os exemplares mas bonitos são importados; não é fácil capturá-los e transportá-los; e como não se reproduzem em cativeiro a comercialização se torna muito mais difícil. A instalação de um aquário marinho envolve ainda outros custos extras: cascalhos de conchas e corais são mais caros do que a decoração usada em aquário de água doce (cascalho comum e plantas). O aquário marinho ainda depende de uma água de boa qualidade, que pode ser fabricada pelo aquarista ou comprada em lojas especializadas, ou ainda pega diretamente no mar, neste caso deve-se prestar muita atenção para não introduzir água poluída no aquário.

Uma vez terminada a instalação e colocados os peixes, o custo de manutenção não é alto, mesmo se tratando de um aquário tropical, que requer equipamentos mais caros. A iluminação, a bomba aeradora e o emprego de aquecedor com termostato para garantir a manutenção da temperatura correta, são itens que aumentarão um pouco a conta de luz. Há, no entanto, certos procedimentos que podem minimizar esse consumo, como apagar as luzes e uma vez atingida a temperatura correta, manter apenas aquecedores com poucos watts. Por outro lado, no que se refere à alimentação, você poderá até fazer uma certa economia, capturando ou cultivando alimento vivo para complementar a alimentação dos peixes.

Fonte: Animais de estimação – PEIXES – Manual prático ilustrado. Editora JBIG

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As vantagens dos peixes como animais de estimação

Qualquer um pode criar peixes, mesmo em uma casa pequena. Aliás, trata-se de um hobby ideal para apartamentos, nos quais é difícil ou mesmo proibido manter animais maiores. Os peixes oferecem ainda outras vantagens: não necessitam fazer exercícios; não sujam a casa com pêlos ou penas; não fogem, nem fazem barulho. Tudo o que você necessita é de um pequeno espaço que possa comportar um aquário de 60 cm de comprimento, 30 cm de lartura e 38 cm de altura, com um pequeno espaço que permita o acesso.

Cuidar de um aquário toma bem pouco tempo: a alimentação, a manutenção e a limpeza requerem poucos minutos diários e cerca de uma hora uma vez por semana. Tampouco exige qualquer capacidade especial: se você for hábil o bastante para colocar um parafuso ou trocar uma tomada, estará perfeitamente qualificado. Todos os equipamentos técnicos para aquários – aquecedor, bomba aeradora, luz e filtros – são de uso bastante simples e qualquer pessoa pode manuseá-los.

Fonte: Animais de estimação – PEIXES – Manual prático ilustrado. Editora JBIG

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A escolha do aquário – Como escolher adequadamente?

Um aquário é o meio ambiente onde vão viver os peixes que nós escolhermos. O tamanho de um aquário, portanto, deve estar diretamente ligado à sua capacidade de suporte. Se o aquário escolhido for muito pequeno para a quantidade de peixes, estes fatalmente irão morrer.

Tipo de aquário e oxigênio

Os peixes dependem do oxigênio  dissolvido na água do aquário. Portanto num determinado volume de água somente poderá viver um determinado número de exemplares – e a isso denominamos capacidade de suporte. Num ambiente fechado, com excesso de pessoas, o ar se torna rapidamente viciado, Nesse caso, abrimos janelas e portas ou vamos para fora. Os peixes não podem fazer o mesmo. Eles dependem exclusivamente do aquarista para que o oxigênio dissolvido na água e todas as outras necessidades do aquário sejam supridas.

Embora se diga que quanto maior é o aquário, mais peixes você poderá ali colocar, na prática, isso não corresponde à realidade. O número de peixes que se pode colocar num aquário está intimamente ligado às dimensões da superfície desse recipiente. Quanto maior a superfície, maior será a quantidade de oxigênio para suprimento dos peixes. Da mesma forma, os gases indesejáveis dissolvidos na água terão maior superfície para escapar. Se você possui dois aquários de mesma capacidade em litros, sendo um deles maior na altura, o outro (que, embora sendo mais raso, apresenta maior superfície quadrada exposta ao ar) é o modelo mais indicado.

Qual o formato ideal do aquário?

Você poderá ter o aquário no formato que desejar, mas o número de peixes vai depender da maior área de superfície apresentada. Esse princípio independe do formato do aquário ou do seu volume total.

O tipo mais comum de aquário é o de formato retangular com as quatro paredes de vidro. Ele oferece uma boa visão e permite uma razoável aeração da água. A largura deverá variar de 30 a 40 cm. A única exceção são os aquários destinados ao desenvolvimento de alevinos, que deverão ser mais rasos.

Qual a capacidade ideal de um aquário?

Dois fatores afetam sensivelmente o suprimento de oxigênio de um aquário e, consequentemente, a sua capacidade de suporte: a temperatura (pois águas frias mantêm mais oxigênio que águas aquecidas) e as espécies (porque variedades diferentes de peixes podem requerer quantidades diferentes de oxigênio dissolvido na água). Os peixes de águas frias requerem mais oxigênio que as espécies tropicais de  água doce. Os peixes tropicais marinhos requerem um pouco mais.

Como as necessidades das espécies influem na escolha do aquário?

Existe uma maneira simples de calcular o tamanho do aquário em relação às necessidades das várias espécies: você deixa um certo número de centimetros quadrados de superfície do aquário para cada centímetro e comprimento do peixe. No entanto, tenha em mente que essa relação deixa três alternativas distintas:
1) para peixes tropicais de água doce;
2) para peixes de água doce fria;
3) para peixes marinhos tropicais.

Se seguirmos a norma de colocar o maior número de exemplares possível em um aquário, veremos que os peixes tropicais de água doce vencem os concorrentes por larga margem de pontos, seguidos pelos peixes de água doce fria; somente então vêem os peixes marinhos tropicais. Em termos práticos, os aquários para as três diferentes categorias poderão ter os respectivos comprimentos: 60, 90 e 120 cm cada, todos com profundidade de aproximadamente 40 cm. A razão é simples: além de se observar a superfície adequada para a troca de oxigênio, deverá ser considerada também a própria condição da água. Quanto maior o volume de água no aquário, mais estaveis serão suas condições. Esse equilíbrio é mais difícil de ser mantido no sistema marinho tropical.

Como o aquário deve ser construído?

Além do tamanho do aquário, devemos considerar também como ele é construído. A água exerce determinada pressão sobre as paredes do aquário. Portanto, antes de construí-lo, você deverá saber qual a espessura de vidro é a mais apropriada para cada caso. Os aquários construídos integralmente em vidro deverão ter paredes de maior espessura, pois sem as molduras metálicas os próprios vidros atuam como suporte. Para aquários de até 45 cm de comprimento é suficiente o uso de vidros de 4 mm de espessura; para aquários de até 90 cm, usa-se vidro de 6,5 mm; e para aquários de 120 cm é suficiente um vidro de 10 mm. Para este último modelo, e mesmo para aquários maiores, é aconselhável colocar uma faixa de vidro (com aproximadamente 10 a 15 cm de largura) cruzada no topo do aquário. Para amarrar as paredes, de modo a evitar que o aquário venha a abrir sob a pressão da água.

Fonte: Animais de estimação – PEIXES – Manual prático ilustrado. Editora JBIG

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Lebiste (Guppy) – Poecilia reticulata – Rainbowfish

O Lebiste (Guppy) é um dos mais conhecidos de todos os peixes tropicais. Seu nome se deve ao Rev. Thomas Guppy, que identificou a espécie na ilha caribenha de Trinidad. Hoje existem milhares de variedades de lebiste disponíveis para os aquaristas. Todas extraídas de seus ancestrais selvagens, podendo ser encontrado em uma ampla gama de cores,  muitos padrões de coloração e diferentes e tipos de nadadeiras.

Nomes populares
Lebiste, barrigudinho, guppy, guarú, guaru-guaru, peixe arco-iris, rainbow, rainbowfish

Características básicas:

Origem: América do Sul, ocorrendo no Caribe e norte da Amazônia
Familia: Poecilidae (Poecilídeos)
Tamanho quando adulto: 5 cm (2 in)
Dieta: Alimentos vivos pequenos e rações em flocos
Temperatura: 21-25º C (70-77º F)
pH: Alcalino (pH 7.5)
Dureza: Água dura (100-150 mg/l)
Temperamento: Peixe muito calmo, tranquilo e social.
Dificuldade de criação: Muito fácil

Dimorfismo sexual

O dimorfismo sexual dos lebistes é muito aparente. As diferentes variações de cores são exibidas de forma mais impressionante nos peixes machos, que são naturalmente mais coloridos e menores do que as fêmeas, conforme podemos observar nas imagens abaixo:

Machos de Lebiste (Guppyes)
Machos de Lebiste

Os Guppyes podem ser mantidos em grandes grupos em um aquário de uma única espécie, mas também podem ser mantidos com outras espécies de peixes não agressivos em um aquário comunitário.

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Aquário de Ubatuba – Possui um dos maiores tanques de água salgada do Brasil

O Aquário de Ubatuba abriu suas portas em janeiro de 1996. Os visitantes poderão viajar pelo mundo aquático marinho através dos 12 tanques de água salgada existentes. O passeio também chama a atenção por possuir um dos maiores tanques de água salgada do Brasil – 80.000 litros).

O aquário abriga centenas de espécies de animais, dentre os quais poderão ser observados tubarões-lixa, moreias, cavalos marinhos, estrelas do mar, baiacus, garoupas e muitas outras espécies de peixes. O Aquário de Ubatuba ainda possui uma coleção de recifes de corais e algumas espécies exóticas tais como o tubarão leopardo e o peixe leão.


TUBARÃO-LEOPARDO (TRIAKIS SEMIFASCIATA)
Peixe Leão (Pterois volitans)
Peixe Leão (Pterois volitans)

O Aquário de Ubatuba dispõe de uma área intitulada “Tanque de contato e manuseio”, onde os visitantes poderão manusear, com a orientação de um monitor especializado, algumas espécies de animais marinhos, tais como estrelas do mar, pepinos do mar e outras espécies de invertebrados.

Pinguins de Magalhães poderão ser observados de perto na ala “Pinguinário”. Os visitantes terão a oportunidade de observar o curioso comportamento dessa espécie.

Pinguinario Aquário de Ubatuba - Pinguin de Magalhães
Pinguinario Aquário de Ubatuba
Pinguins no Aquário de Ubatuva
Pinguins no Aquário de Ubatuva


Veja um vídeo das arráias no Aquário de Ubatuba

O Aquário de Ubatuba fecha às quartas feiras para manutenção. De domingo a quinta feira o horário de funcionamento é das 10:00 às 20.00 horas e na Sexta-feira e no Sábado é das 10.00 às 22:00.

Tabela de preços do Aquário de Ubatuba:
- Grátis para crianças até 5 anos
- R$ 7,50   Meia – crianças entre 6 e 10 anos, estudantes com identificação e idosos acima de 65 anos.
- R$ 14,00 Promoção – grupos com mais de 4 adultos.
- R$ 15,00 Inteira – adultos
Para mais informações sobre o Aquário de Ubatuba, visite o site oficial do atrativo através do link abaixo:

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Paulistinha (Brachydanio Rerio) – Danio Rerio – Zebrafish

O Paulistinha é um peixe muito comum no mundo dos aquários. Sua cor predominante é o verde oliva com listras longitudinais brancas. Por ser um peixe muito resistente, de porte pequeno, pacifico e muito ativo é altamente indicado para criadores iniciantes. Os paulistinhas ocupam geralmente a parte superior do aquário e gostam de brincar em correntezas chegando até a ensaiar alguns pequenos saltos para fora da água. Os paulistinhas são peixes de cardume e devem ser mantidos em grupos de pelo menos 10 exemplares.

Nomes populares
Paulistinha, Zebra Danio, Danio Rerio, Dânio

Características básicas:

Origem: Ásia, ocorrendo no leste da Índia onde ocorre desde Calcutta até o Masulipatam
Familia: Cyprinidae (Ciprinídeos)
Tamanho quando adulto: 6 cm (2,5 in)
Dieta: Alimentos vivos e rações em flocos
Temperatura: 20-24º C (68-75º F)
pH: Ácido (pH 6.0-6.5)
Dureza: Água mole (50 mg/l)
Temperamento: Peixe muito ativo, pacífico e curioso
Dificuldade de criação: Muito fácil

Variedades de espécies do peixe Paulistinha (clique para aumentar a imagem)

Espécies do peixe danio paulistinha - zebrafish
Espécies do peixe danio paulistinha - zebrafish

Reprodução

A reprodução do paulistinha é considerada difícil em cativeiros, mas não é uma tarefa impossível. Deve-se utilizar um aquário pequeno – de 30 a 40 litros é suficiente. A temperatura da água deve estar entre 20 a 24º C. No fundo do aquário deve-se colocar uma camada de cascalho grosso ou pedras pequenas, que servirão para proteger os ovos, evitando assim que sejam devorados pelos pais. O nível da água deve ser mantido baixo, de 12 a 15 cm. O acasalamento acontece normalmente, a fêmea libera os ovos que são imediatamente fecundados pelo macho. Os ovos se depositam então entre a camada de cascalho grosso ou pedras que está no fundo do aquário. Após a desova, o casal deve ser retirado do aquário. Dentro de aproximadamente 48 horas os ovos eclodem. Os filhotes de paulistinha nascem muito pequenos e deverão ser alimentados com gema de ovo cozida, dáfnias, infusórios e náuplios de artêmia.

Veja um vídeo do Paulistinha


Fotos de peixe Paulistinha

Cardume de Paulistinhas - Dânio Rerio
Cardume de Paulistinhas - Dânio Rerio
Zebra Dânio - Paulistinha Zebra
Zebra Danio - Paulistinha Zebra
Peixes Paulistinha em aquário plantado
Peixes Paulistinha em aquário plantado
Zebrafish_danio_zebra_aquario_plantado
Zebrafish_danio_zebra_aquario_plantado
peixe_paulistinha
peixe_paulistinha
paulistinha
paulistinha

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Bala Shark (Balantiocheilus melanopterus) – Tubarão Bala

O corpo prateado e a nadadeira caudal bifurcada amarelada afiada com contornos em preto é o maior identificador do Bala Shark. Estes peixes são muito ativos e excelentes nadadores e saltadores e possuem uma forma de nadar inigualável a outras espécies de peixes. À medida que crescem, as fêmeas podem ser reconhecido pelo formato arredondado de seu ventre. A reprodução destes peixes requer muito espaço. Podem ser agressivos com peixes de menor tamanho.

Nomes populares
Tubarão Bala, Labeo Prateado, Tricolor Sharkminnow, Tubarão Prata, Barbus Melanopterus, Puntius Melanopterus, Systomus Melanopterus

Características básicas:

Origem: Sudeste Asiático, Tailândia, Península Malaia, Sumatra e Bornéo
Familia: Cyprinidae (Ciprinídeos)
Tamanho quando adulto: 30 cm (12 in)
Dieta: Alimentos vivos e rações em flocos
Temperatura: 22-25º C (72-77º F)
pH: Ácido (pH 6.0-6.5)
Dureza: Água mole (50 mg/l)
Temperamento: Relativamente pacífico
Dificuldade de criação: Muito fácil

Reprodução

O Bala Shark é um peixe ovíparo, mas conseguir a reprodução do Bala Shark no aquário é muito difícil. Alguns aquaristas consideram uma missão impossível, a não ser que você tenha um aquário muito grande. O ritual do acasalamento é feito pelo casal nadando em alta velocicade de um lado para o outro em linha reta, o que requer muito espaço, algo em torno de 8 a 10 metros.

Dimorfismo sexual

O dimorfismo sexual dos Bala Sharks é pouco aparente. Os machos são geralmente um pouco maiores e as fêmeas possuem o ventre mais arredondado.

Veja um vídeo do Bala Shark

Fotos de Bala Shark

Bala Shark (Balantiocheilos Melanopterus)
Bala Shark (Balantiocheilos Melanopterus)
Bala Shark
Bala Shark
Bala Shark no aquário
Bala Shark no aquário
Bala Shark no fundo de cascalho branco
Bala Shark no fundo de cascalho branco

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Acará Bandeira (Pterophyllum Scalare) – Um dos mais exóticos peixes de água doce

O acará bandeira é um dos peixes de água doce mais pupulares entre os aquariofilistas e um dos peixes mais comercializados no munto inteiro. É um peixe originário da bacia amazônica mas é cada ves menos retirado do estado selvatem, pois o custo de captura somado ao custo de transporte é muito maior do que o custo do acará bandeira reproduzido em cativeiro. O formato triangular torna o acará bandeira um dos peixes mais exóticos entre os peixes de água doce.

Variedades do acará bandeira

Hoje podemos encontrar mais de trinta variedades de acará bandeira, indo do negro ao algino, muito diferentes da espécie selvagem, que é prateado com barras negras verticais em seu corpo. É um peixe considerado resitente e nao é muito exigente com a qualidade da água, sendo assim indicado para iniciantes do aquarismo. É um peixe que se reproduz com certa facilidade em aquários, bastando seguir alguns parâmetros essenciais como temperatura e pH da água do aquário.

Acará bandeira (Pterophyllum scalare)

O acará bandeira é um peixe relativamtente grande. Alguns chegam a atingir 30 cm de altura desde a ponta da nadadeira até o fim da nadadeira anal. A longevidade do acará bandeira pode ser comparada a do acará disco e exemplares bem tratados desde pequenos pode chegar facilmente aos 6 anos de idade. Isso faz com que o acará bandeira prefira aquarios grandes, favorecendo assim o seu crescimento. É preferivel não mante-lo em aquários com menos de 45 litros. O acará bandeira cresce rapidamente, podendo atingir a fase adulta com oito meses de idade. Dê preferencia a um aquario alto pois facilita o bom desenvolvimento das nadadeiras do acará bandeira. O acará bandeira também gosta de aquários bem plantados com folhas compridas e altas onde às vezes, deposita seus ovos. É um peixe pacífico, apesar de observarmos de vez em quando algumas brigas entre bandeiras, isso é um comportamento normal da sua família Ciclidae, e estas normalmente acontecem por disputa de machos por alguma fêmea. Ou simplesmente uma disputa territorial. Estas brigas não chegam a machucar nenhum dos indivíduos. É preciso prestar atenção nestas brigas, pois, isto pode significar o empenho de algum casal que se formou em seu aquário.

Cuidados básicos

O aquário

Temperatura

Originário da região norte do Brasil, ele prefere temperatura alta em torno de 28 graus celcius. Porém é um peixe bastante resistente a temperaturas mais baixas, podendo conviver normalmente num aquário comunitário com temperatura de 25 graus. No caso da sua reprodução, o certo é mantê-la alta afim de estimular a desova e garantir uma boa eclosão e desenvolvimento dos filhotes. Uma temperatura alta promove um ciclo de desova curto e uma temperatura de 27 graus faz uma fêmea bem alimentada desovar a cada 8-15 dias.

Água

O bandeira é muito tolerante com a qualidade da água. Não é exigente com relação a dureza da água, sua reprodução inclusive, é obtida com sucesso em vários níveis de dureza. Ele é por natureza originário de água mole com dureza baixa, por isso aconselhamos freqüente trocas parciais de água afim de se manter o nível de dureza baixo. Eles adoram esta trocas de água que estimulam o acasalamento e desova.

pH

No caso do pH é aconselhável que seja ligeiramente ácido na faixa de 6.5 por suas preferências nativas, sendo possível mantê-lo também em água de pH neutro e ligeiramente alcalino. Uma “boa água” deve ter principalmente uma boa biologia, ser cristalina e livre de amônia, pois o bandeira como a maioria dos peixes é sensível a este elemento tóxico. Por isso é necessário um bom sistema de filtragem e manutenção da boa higiene do aquário.

Dimorfismo sexual

O acará-bandeira possui certas diferenças entre machos e fêmeas, contrariando certas publicações antigas que o apontavam sem dimorfismo sexual. Contudo é necessário uma certa experiência e a distinção dos sexos só pode ser precisa em exemplares juvenis e adultos. Há algumas regras básicas para assegurar uma boa distinção e definição entre machos e fêmeas: * analisar somente indivíduos de até 1 ½ para 2 anos de idade, pois alguns machos velhos superalimentados podem parecer ter óvulos e fêmeas velhas que já não produzem mais óvulos podem parecer machos provocando certa dúvida. * fazer a análise sem ter alimentado-os por pelos menos quatro horas. * peixes que estejam em boa saúde e bem alimentados, pois assim a fêmea se mostrará cheia de óvulos. Normalmente os machos adultos se mostram bem maiores que as fêmeas da mesma idade, possuem às vezes a formação de um pequeno galo na testa, e são mais coloridos em algumas variedades. As fêmeas são normalmente mais gordas por causa dos óvulos, possuem o ovopositor( tubulo por onde sai os óvulos) mais proeminete, mais grosso e comprido. O macho possui orificio mais fino e bicudo. Mesmo com essas dicas, não estamos livres de algum erro de identificação, já que o acará-bandeira não possui grandes diferenças sexuais como por exemplo, o lebiste na qual os machos possuem gonopódio e as fêmeas não. Para se ter a certeza basta conferir o acasalamento de dois exemplares: observar quem está colocando os óvulos e quem está aparentemente fertilizando. Neste ponto já é identificado uma fêmea e a confirmação do outro exemplar de ser um macho está no nascimento dos alevinos que ocorre em seguida.

Alimentação

O Acará-bandeira, por ser omnívoro aceita qualquer tipo de alimento, seja ele seco ou vivo. Ele pode ser condicionado a um determinado tipo de alimento , porém o mais indicado é que haja uma boa variabilidade em sua dieta. Ele aceita de tudo: alimento industrializado em flocos, alimentos congelados como artemia, bloodworms, e patê de coração de boi com espinafre, cenoura e vitaminas, tubifex desidratado, alimentos vivos como artemias, tubifex, daphineas, larva de mosquito, bloodworms, e outros. Uma boa dieta com uma alimentação em flocos pela manhã e outra a base de alimento vivo ao entardecer é o suficiente para uma boa manutenção de seus bandeiras adultos. Para os bandeiras jovens de três a quatro meses é aconselhável mais que duas porções de alimento por dia. Eles estão numa fase de crescimento e necessitam de grandes quantidade de proteínas, fibras e vitaminas para atingir um bom tamanho de corpo, nadadeiras firmes e boa coloração. A alimentação dos filhotes recém-nascido será abordado mais adiante no item reprodução. A porção de alimento deve ser dada para que seus peixes a comam em no mínimo 10 minutos. O excesso de alimento deve ser sifonado após duas horas, para que não apodreça e polua a água do seu aquário. É melhor sempre alimentar seus peixes com pequenas porções várias vezes por dia, do que grandes porções uma ou duas vezes por dia. Hoje em dia 2003, temos a disposição uma variedade de alimentação industrializada que supera qualquer alimento vivo disponível. Elas podem variar deacordo com o tipo sendo a base de crustáceos, vegetais, com alto ou baixo teor de proteína, com omega 3, e assim por diante. Hoje posso com certeza recomendar que os nossos peixes sejam alimentado somente com ração, como fazemos com os nossos cães e gatos orientados pelos nossos veterinários.

Reprodução

O acará bandeira é um dos peixes ovíparos de água doce de mais fácil reprodução em aquário. Necessitam de algumas condições básicas para o sucesso.

Reprodução – as matrizes – um bom aquário, matrizes bem alimentadas, boa temperatura e qualidade de água. Para iniciar a reprodução é preciso conseguir um bom casal. Algumas lojas de aquário vendem casais formados, e este pode ser um bom começo. Outra forma boa também é o de selecionar uma dúzia de pequenos bandeirinhas, que num período de 6 meses, e bons cuidados possuem grande possibilidade de formar um belíssimo casal. Os bandeiras podem ser adquiridos numa boa loja de sua confiança. Os bandeirinhas a serem escolhidos devem estar bem abertos, e nunca com as nadadeiras fechadas que indicam a presença de oodinium, praga muito comum, perigosa e contagiosa. Devem sempre apresentar bom apetite e boa coloração.

Reprodução – o aquário – Para favorecer a formação do casal o aquário deve ser o maior possível. Para doze bandeiras um aquário de 200 litros é o suficiente. Ele deve possuir uma boa filtragem externa da água, iluminação, temperatura 28-29 ºC e pH 6.8 da água, deve possuir pedras, troncos ou plantas de folha larga onde os bandeiras gostam de desovar. Eles normalmente preferem objetos verticais como tubos e até a parede do vidro do aquário. Após vários anos de experiência com acará-bandeiras, conclui que se um casal está com vontade de acasalar e desovar, este pode ocorrer em qualquer lugar, seja ele na folha larga de uma planta, numa pedra, na parte de um tronco, no tubo do filtro biológico, no vidro do aquário, e até na mangueira de ar.

Reprodução – o acasalamento – Crescidos, os bandeiras, com 7-8 meses de idade, dependendo da sua alimentação estão aptos a acasalar. Neste momento é possível vermos algumas brigas por território, ou companheiro. Quando um casal se formar, este se empenharão em defender um pequeno canto do aquário para a desova. Neste momento é hora de se tomar uma decisão. Tirar o resto dos peixes, deixando o casal neste aquário, ou transferir o jovem casal para um aquário especialmente montado para eles. Uma vez sozinhos, eles escolherão o local da desova, que normalmente é um objeto vertical, e ficarão se preparando o para o ritual da desova. É possível vê-los limpando um local por uma manhã inteira. Usando a boca eles procuram retirar qualquer sujeira, algas ou microorganismos para fazer a postura. É possível avistar também o ovopositor da fêmea já bem protuberante, em sinal da vontade de desovar. Num dado momento a fêmea começa deslizar a “barriga”, encostando o ovopositor no local escolhido e deixando pequenas fileiras de óvulos. O macho logo desliza com o mesmo movimento fertilizando-os em seguida. Alguns destes movimentos inicias são falsos e a fêmea desliza sem deixar nenhum ovo, mas após algumas repetições as fileiras de ovos começam a aparecer até atingir um total de 200 a 300 ovos, que são fertilizados pelo macho. Casais maiores e mais velhos podem gerar posturas que variam de 800 a 1000 ovos de uma só vez. Este ritual pode levar até 2 horas. Terminando, eles começam a abanar os ovos com as nadadeiras peitorais, oxigenando-os e retirando alguns ovos que fungam. Tornando-se brancos aqueles que não tenham sido fecundado. Eles ficam protegendo e limpando os ovos até se dar a eclosão, tempo que pode demorar até 48 horas dependendo da temperatura da água. Alguns casais novos e inexperientes podem devorar seus ovos no final do dia, ou ao se apagar a luz para o dia seguinte, por temerem algum perigo. Isto pode ocorrer até a terceira desova, o que é normal.

Reprodução – o nascimento – No final de 48 horas é possível ver os pequenos ovos embrionados, e apartir desta hora eles começam e eclodir. Uma pequena cauda rompe a membrana e logo forma-se um emaranhado de “rabinhos” grudados e tremendo como que se quisessem nadar. O zelo dos pais pelos alevinos continua até mais ou menos o 7º dia, quando eles começam a ensaiar as pequenas “aventuras” pelo aquário. Os pais tratam logo de manter a prole unida num “bolo” de alevinos em algum canto do aquário, protegendo às vezes com certa agressividade. Os pais catam com a boca os pequenos alevinos que se separam do grupo e procuram mantê-los unidos. A pequena nuvem de alevinos rodeados pelo casal formam no aquário uma cena fantástica, premiando o aquarista com uma satisfação enorme, resultado de tanto cuidado, paciência e dedicação. A maioria dos criadores profissionais separam os ovos logo que os machos terminam de fertilizar e fazem a eclosão artificialmente. No caso do aquarista recomendo deixar que os pais cuidem dos filhotes. Isto porque acho o passeio dos filhotes com os pais um dos espetaculos mais lindos do aquarismo e porque caso você não seja um criador profissional e não tenha espaço para tantos peixes, caso os ovos sejam retirados o casal poderá logo se preparar para outra postura.

Reprodução – alimento dos alevinos -Nesta hora é preciso começar a alimentar os pequeninos alevinos. Eles podem ser alimentados com microvermes, ração líquida para ovíparos, gema de ovo em pó, mas o mais indicado que tem melhores resultado é os náuplios recém-nascidos de artêmia salina. Os cisto(ovos) de artêmia são encontrados nas principais lojas de aquário, são então colocados em água salgada com aeração para sua eclosão e após esta, coados numa peneira e colocados para o alevinos. A primeira vista, pode parecer uma fonte alimentar um pouco complicada para o aquarista, porém com uma pequena orientação do lojista, ela se torna simples e mais adequada à prole de ovíparos. Os náuplios de artemia salina são usados pela maioria dos grandes criadores do mundo inteiro, pois promovem um crescimento espetacular aos filhotes, fazendo-os dobrar de tamanho a cada semana. Nas primeiras semanas é preciso alimentá-los no mínimo três vezes ao dia, sem no entanto deixar sobrar comida no aquário. Isto pode ser perigoso, pois o excesso de alimento pode apodrecer a água e elevar a taxa de amônia, causando a morte dos pequenos filhotes. O alimento deve ser dado aos poucos e com uma lupa pode se observar a pequena barriga redonda com uma cor alaranjada, dada pela ingestão das artêmia. O excesso de alimento deve ser sifonado ao fim de 30 minutos com uma pequena mangueira de ar.

Reprodução – a separação – Os pequenos filhotes crescem rapidamente e se forem bem alimentados, ao final de 30 dias já se parecem com os pais com mais ou menos 1,5 cm de diâmetro de corpo. Formam um belo cardume de “estrelinhas”, e podem ser transferidos com segurança para um outro aquário, deixando os pais novamente livres para uma nova desova. A mudança dos filhotes para um outro aquário deve ser feita com um certo cuidado: transfira pelo menos 50% da água do aquário do casal na qual eles estavam, para o novo aquário, para diminuir o choque da mudança e para auxiliar na formação da biologia deste aquário. Os outros 50% devem ser completados com uma água sem cloro, um pH neutro e de preferência com a mesma temperatura. Apartir daí, devem ser feitas trocas parciais semanalmente afim de manter o bom crescimento dos filhotes e manter a boa higiene do aquário. No fim do primeiro mês, com os filhotes já maiores, podemos iniciar a introduzir outros tipos de alimentação a base de flocos industrializados de alta qualidade. Estes alimentos secos devem possuir no mínimo 40% de proteínas em sua composição para a promoção de um bom crescimento, nesta fase muito importante dos pequenos bandeiras que vai até os 4 meses de idade. Outro fator importante é o número de filhotes por aquário. A super população causa um abaixamento rápido do pH causado pelas excreção dos peixes, portanto uma maior freqüência na troca de água deve ajudar a manter uma água limpa e saudável. Devemos manter a proporção de no mínimo 1 litro de água para cada peixe pequeno. Portanto se a ninhada for grande é preciso que ela seja dividida em vários outros aquários para não superlotarmos o mesmo, causando um atraso no crescimento dos filhotes e o aparecimento de alguma doença provocado pela baixa qualidade da água. A reprodução dos bandeiras é incrível mas só deve ser tentada por aquaristas que possuam mais espaço e disponibilidade de aquários grandes, pois do contrário, poderá ocorrer uma super população e como conseqüência uma grande quantidade de bandeirinhas com nadadeiras atrofiadas e corpo encruado.

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